O problema de "chutar" o preço
A dúvida mais comum não é "quanto vale essa peça", é "por onde eu começo". Sem um método, cada peça sai com um preço diferente do que sairia se outra pessoa da loja precificasse, e isso confunde a cliente que volta.
O método em 4 passos
1. Comece pelo custo. Quanto você pagou pela peça, ou qual a comissão combinada com a fornecedora. Esse é o piso: abaixo dele, você perde dinheiro na venda.
2. Some uma margem que cubra o que não aparece na etiqueta. Tempo fotografando, cadastrando, etiquetando e atendendo tem custo, mesmo sem nota fiscal para ele. Uma margem só em cima do custo da peça costuma ficar curta.
3. Ajuste pelo estado e pela marca. Peça impecável, de marca reconhecida, sustenta um preço mais alto que uma parecida em estado regular. O contrário também vale: sinal de uso reduz o preço, não esconde ele.
4. Reavalie se não vender. Uma peça parada há semanas está pedindo ajuste, não paciência. Um desconto planejado, com etapas (ex.: -10% depois de 30 dias, -20% depois de 60), vende melhor que segurar o preço original até doar.
O erro mais comum
Preço "no olho", sem registro de como se chegou nele. Duas peças parecidas com preços muito diferentes fazem a cliente desconfiar do critério da loja. Cada peça devia carregar o próprio histórico de preço, para você (ou quem ajuda na loja) repetir o raciocínio da próxima vez.
Perguntas frequentes
Existe uma fórmula fixa? Não existe uma que sirva para todo brechó. A margem certa depende do seu custo fixo e do seu público. O método acima é o raciocínio; o número final é seu.
E promoção "leve 2, pague 1"? Funciona melhor para peça já com preço ajustado pela idade em estoque, não como substituto do passo 4.
Preciso reprecificar toda a loja de uma vez? Não. Comece pelas peças mais antigas no estoque. São as que mais perdem valor esperando.